domingo, 28 de dezembro de 2008

Nem mesmo a Dercy - Parte 3

Eu nunca acreditei na imortalidade do Grêmio, mas achava que a Dercy Gonçalves sorriria por muitos anos mais. Pois é, nem mesmo a Dercy era imortal.


"Tá tudo assim tão diferente..." - Parte 2

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Retrospectiva 2008 (sem censura) - Parte 1


Um fim diferente do começo

2008 termina diferente de como começou. E nem tinha como ser diferente. Afinal, o que neste mundo se manteve igual? Mas eu não quero escrever sobre as mudanças no mundo. Quero falar sobre o meu universo e as mudanças que ele vive, viveu e de tudo que ainda está por vir...

O meu novo cotidiano é a prova mais contundente do que estou dizendo. Tenho ficado mais no mesmo lugar. Os rostos do dia-a-dia não são mais os mesmos. Os amigos são colocados em teste. Os principais companheiros têm sido os livros, o computador e a cama. A família ganha uma nova importância. A música se faz ainda mais presente. Alguns momentos têm sido de profunda solidão. A maioria deles, de profunda reflexão.

2008 foi um ano de muito trabalho, de muitos lugares e de muitas lutas. Um ano de muita intensidade e movimento. Um ano de grandes conquistas, de sofridas derrotas, de novos amigos, da primeira paixão, de uma grande revelação e de uma dolorosa decepção. Um ano em que comprovei que não se deve ter medo de "ser um eterno aprendiz". Aprendi a ouvir mais, principalmente os amigos leais e a família. Aprendi a ser ainda mais responsável, principalmente quando um erro pode comprometer toda uma construção coletiva. Aprendi que até mesmo os que pregam o novo reproduzem o velho, principalmente depois do "silêncio" que permanece até hoje.

2009 também vai começar diferente de como termina 2008. A diferença está nas coisas que eu aprendi. Nos erros que eu não vou mais cometer. Nos amigos que eu ainda quero cultivar. Na família que eu não quero perder. E, sobretudo, na força e nas conquistas que eu vou ter.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Os Ombros Suportam o Mundo

"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, a fome, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação."


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Pelo Emprego e o Desenvolvimento

Mais de 35 mil Trabalhadoras e Trabalhadores brasileiros realizaram, na última quarta-feira, em Brasília, a 5º Marcha da Classe Trabalhadora.

Organizada pelas 6 maiores centrais sindicais do país (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB, NCST), a manifestação trouxe como principais bandeiras de luta a manutenção e ampliação dos empregos, a redução da taxa básica de juros, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o desenvolvimento nacional com valorização do trabalho e distribuição de renda.

Os trabalhadores brasileiros não querem arcar com as consequências da crise do capitalismo.
A Marcha demonstra a união e a mobilização da classe trabalhadora brasileira em defesa dos seus direitos e por mais conquistas.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Charge do dia


Cidadãos

"Tá vendo aquele edifício moço
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas prá ir, duas prá voltar
Hoje depois dele pronto
Olho prá cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
"Tu tá aí admirado?
Ou tá querendo roubar?"
Meu domingo tá perdido
Vou prá casa entristecido
Dá vontade de beber
E prá aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer...

Tá vendo aquele colégio moço
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem prá mim toda contente
"Pai vou me matricular"
Mas me diz um cidadão:
"Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar"
Essa dor doeu mais forte
Por que é que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer...

Tá vendo aquela igreja moço
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá foi que valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse:
"Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asa
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar"

Esta bela música do Zé Ramalho faz a gente refletir sobre um conceito importante do marxismo. O conceito de alienação em Marx.

Marx disse que os trabalhadores estão alienados daquilo que produzem, de seu próprio trabalho. E é a mais pura verdade! Não? Olhem ao redor de vocês agora. Então? Pois é...tudo é resultado de trabalho. Trabalho de homens e mulheres. Quem constrói os edifícios, os automóveis, os refrigeradores, os computadores, as roupas, as máquinas? Quem cuida das pessoas doentes, quem educa a nossa juventude, quem dirige o ônibus que nos leva pro nosso emprego? Os trabalhadores estão em todos os lugares, em todas as nações. Nas escolas, nos hospitais, nos teatros, nas indústrias. Embalam tanta comida e, ao mesmo tempo, passam fome. Constroem as casas e, muitas vezes, dormem nas ruas. Limpam as salas de cinema sem, talvez, nunca na vida terem assistido um filme ali. Quanto de todo esse trabalho fica com eles? Quanto de todo esse suor é prazer? E é justo?

Eu acho que quem edifica a vida é quem trabalha. Por isso, precisamos valorizar cada vez mais os que trabalham, para que haja vida. Garantir que eles usufruam do resultado de seu trabalho. Afinal de contas, eles já produzem o suficiente para que todos fiquem satisfeitos. O problema é que muitos trabalham para que poucos se satisfaçam. Os trabalhadores precisam se unir para fazer valer o seu suor, suas vidas.

Uma vida sem alienação. Nossas vidas pela libertação.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Campeão de Tudo!!!

PARA SEMPRE EU VOU TE AMAR

Tô feliz! Tô mega feliz!!
O meu time, o nosso querido INTER, acaba de se tornar CAMPEÃO SUL-AMERICANO 2008! A luta foi dura, mas a força da nação Colorada prevaleceu!

Viva o futebol brasileiro! Viva a melhor torcida do mundo! Viva o INTERNACIONAL!!!!!!!!

COLORADO, COLORADO!
NADA VAI NOS SEPARAR!
SOMOS TODOS TEUS SEGUIDORES!
PARA SEMPRE EU VOU TE AMOR!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pagu(s)

"Minha força não é bruta, não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda,
nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone,
sou mais macho que muito homem"


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

"Uh, Uh, Uh que Beleza!"

Conheci os rapazes da foto em São Paulo e resolvi compartilhar a beleza desse trio com vocês.

Alguns podem até dizer que não sou criativo, nem autêntico. E porque não diriam? O argumento? Estou reproduzindo uma lógica frequente que impera nos grandes meios de comunicação de nosso país. A Internet é um deles. A TV, as revistas, etc, outros.

De um lado, condena-se a publicidade do sexo, a exposição dos corpos. De outro, a indústria pornográfica lucra aos montes com a comercialização do sexo, com a venda de corpos. A TV brasileira parece ter descoberto a fórmula da audiência. Basta mostrar a "mulher perfeita". Siliconada e sempre rebolando ( há quem diga que nem toda brasileira é bunda, mas...). Em todos os canais. Em todos os horários. Em várias "quantidades". Nos acostumamos com isso. Achamos que é o normal. A única possibilidade de beleza.

Eu não pretendo lucrar ou aumentar a audiência com a exposição desses corpos. Só quero expor a minha idéia do que seja belo. Acho que é um pouco diferente do padrão vigente, mas...

Eu não acho errado celebrar a beleza humana, de mulheres e de homens, sobretudo celebrar a diversidade da beleza humana. O errado é querer padronizar isso. Quem foi mesmo que decidiu o que era feio? Não somos apenas o que parecemos ser. Portanto, de consciência limpa, eu celebro a beleza do povo de São Paulo e não esqueço de que quem vê foto, não vê coração.


P.S: Acho que isso é ilegal, hein?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A canção da vida

"A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)"

Mário Quintana
(Em "Esconderijos do Tempo")

Justiça e Verdade